segunda-feira, 27 de abril de 2009

Fazendo o que sempre quis...

Estava eu na sexta-feira em um aniversário de um amigo, quando me surge um convite para integrar um coral. Estavamos eu, Ivana e Dalva, a professora de piano, quando esta última me diz que eu tenho um tom de voz bonito. A Dalva falou que rege um coral que fica pertinho de casa e que gostaria de que fosse lá ver, se gostasse, faria um teste vocal comigo.
Eu que não sou besta e nem nada, me coloquei no sábado de manhã para ir ao tal coral.
Chegando lá vi um pocado de gente, todos de mais idade que eu, todos felizes e sorridentes, vindo me receber. A Dalva ainda não havia chegado.Sentei-me em uma das cadeiras e fiquei a observar aquele pessoal. Os senhores umas gracinhas, todos compenetrados, com suas pastas e afoitos para que o ensaio começasse. As mulheres conversando muito entre elas, algumas com mais de sessenta anos, outras na casa dos quarenta, mas um pessoal que me pareceia de bem com a vida.
A professora chegou e foi logo me apresentando como uma amiga que foi para ver o coral e, se tudo desse certo, começaria a cantar.
Assisti atentamente todo o ensaio, adorei a voz de um senhor negro que fazia o baixo. Ótima de ouvir, clara, limpa, e ainda com aquele jeitinho tímido.
Adorei as cantorias e ao final fui eu lá para o piano fazer o meu teste vocal. Tava com um começo de dor de garganta, tava raspando, mas mesmo assim a Dalva quis fazer o teste.
Para a minha surpresa ela me disse que sou afinada e que nas definições de timbres de voz, eu sou soprano.
Saí alegre e contente. Como a gente precisa de pouco para ser feliz.
Agora, todos os sábados estou eu lá no ensaio do coral.
Quem canta seus males espanta!

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